Quando uma mulher reza sem estar ciente da obrigação do ghusl depois da menstruação

Se uma pessoa não está ciente dos veredictos sobre a purificação, e ela reza com purificação inválida por ignorância da sua parte, então não pecou e ela não tem de fazer essas orações que ofereceu com purificação imperfeita outra vez.

O Sheikh al-Islam Ibn Taymiyah (que Allah tenha misericórdia dele) disse: 

Baseando-nos nisso, se uma pessoa não se purifica da maneira obrigatória porque o veredicto não chegou até ela, tal como se ela comer carne de camelo e não fizer wudu depois disso, e depois o veredicto chega até ela e esclarece a questão de que wudu é obrigatório neste caso, ou ela reza no curral dos camelos, e depois o veredicto chega até ela e torna-se claro, ela tem de repetir as suas orações anteriores? Há duas opiniões acadêmicas, ambas narradas por Ahmad.

 Um caso semelhante seria se alguém tocasse nas suas partes íntimas e lhe fosse esclarecido que é obrigatório fazer wudu depois de tocar nas partes íntimas.

A opinião correta em todos estes casos é que a pessoa não tem de repetir as suas orações, porque Allah perdoa coisas feitas por erro ou por esquecimento, e porque Ele diz: “E não é admissível que castiguemos a quem quer que seja, até que lhe enviemos um Mensageiro” [Qur’an 17:15].

Se a ordem do Mensageiro ? sobre um determinado assunto não chegar a uma pessoa, então o veredicto de que é obrigatório [compensar por isso] não é provado neste caso. Assim como no caso de Umar e Ammar, quando eles se tornaram junub [impuros depois de atos sexuais] e Umar não rezou enquanto Ammar rezou depois de se enrolar no pó, o Profeta ? não instruiu que qualquer um deles repetisse a oração. De forma semelhante, ele não instruiu Abu Dharr a compensar pela oração quando ele costumava ficar junub e permanecer vários dias sem rezar. E ele não instruiu o companheiro que comia até ele distinguir, literalmente, a linha branca da linha preta, a compensar pelo jejum. E ele não instruiu aqueles que rezavam na direção de Jerusalém, antes da notícia lhes chegar que este veredito tinha sido revogado, a compensar  essas orações.

Um caso semelhante é o de uma mulher que sofria de istihadah (sangramento não menstrual irregular) e não rezava por um tempo porque ela pensava que a oração não era obrigatória no seu caso. Há duas opiniões acadêmicas sobre se lhe é obrigatório compensar pelas orações perdidas. A primeira é que não lhe é obrigatório - como foi narrado por Malik e outros - porque quando a mulher que sofria de istihadah disse ao Profeta ? “Eu sangro abundantemente e isso tem-me mantido longe da oração e jejum”, ele disse-lhe o que ela teria de fazer no futuro, mas não a instruiu a compensar pelas orações do passado.

É-me provado através de relatos mutawatir que, entre as mulheres e homens no deserto e noutros sítios, há aqueles que atingem a puberdade e não estão cientes de que a oração lhes é obrigatória. Na verdade, se é dito a uma mulher para ela rezar, ela diz “Só quando for mais velha e me tornar uma idosa”! - pensando que a oração só é obrigatória para idosas e coisas do tipo. Entre os seguidores dos sheikhs sufis, há muitos grupos que não sabem que a oração é obrigatória para eles. Nestes casos, não lhes é obrigatório [depois da informação lhes chegar de que a oração é obrigatória] compensar por orações perdidas, de acordo com a opinião correta.

[Majmu’ al-Fatawa, 21/101, 102]

Fonte: IslamQA


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