Proibição da celebração do Maulidn Nabi, صلى الله عليه وسلم

Em nome de Allah, o Compassivo, o Misericordioso

P- É permitido celebrar o nascimento do Profeta Muhammad صلى الله عليه وسلم (Maulidun Nabi)?

R- Não, não é permitido celebrar o nascimento de Rassulullah صلى الله عليه وسلم. A Celebração do nascimento do Profeta é um dos enormes Bid’ah (Inovação) desta era, pois não faz parte dos Sunnates de Rassulullah صلى الله عليه وسلم e nem dos seus Califas رضى الله عنهم.

Sayyidatuná ‘Aishah Radhialláhu ‘Anha narra que Rassulullah صلى الله عليه وسلم disse:
“Quem inovar algo em nossos assuntos (ou seja, no Isslám) não sendo parte dele, será rejeitado”. (Bukhári).

Sayyiduná Jábir رضى الله عنه narra que Rassulullah صلى الله عليه وسلم disse:
“Toda inovação é um desvio”. (Musslim).

Não há nada expresso no Qur’án e em nenhum Hadisse à respeito da celebração do nascimento de Rassulullah صلى الله عليه وسلم. O próprio Profeta não صلى الله عليه وسلم ordenou e tão pouco aconselhou a fazê-lo, seja durante a sua vida ou após a sua morte. Na verdade, ele aconselhou-nos a não exagerar sobre ele como os cristãos tinham exagerado sobre Sayyiduná ‘Issa عليه السلام.

Ele صلى الله عليه وسلم disse:
“Não exagereis sobre mim como os cristãos exageraram sobre ‘Issa, filho de Mariam. Por isso, digam que Eu sou apenas um e servo e Mensageiro de Allah”. (Bukhari).

Após a morte de Rassulullah صلى الله عليه وسلم , os Sahábas رضى الله عنهم viveram cerca de 80 anos, dos quais trinta anos foram o período de quatro primeiros Califas. Durante este período, não conseguimos encontrar nenhum exemplo no Shar’iah em que estes celebraram o nascimento de Rassulullah صلى الله عليه وسلم

Ibn Amirul Haaj رحمه الله afirma:
“Uma das inovações (Bid’ah) introduzidas no Din, consta a prática de “Maulid” durante o mês de Rabi’ul Awwal. Os praticantes dessa inovação acreditam que Maulid é um dos maiores actos de adoração e um costume Isslámico. Contudo, Maulid é uma prática consistente de inovações e de atos proibidos”. (Madkhal).

Sayyiduná Ánasse رضى الله عنه narra que Rassulullah صلى الله عليه وسلم disse:
“Por Ele, em cujas mãos está a minha vida, nenhum de vós conseguirá adquirir a verdadeira fé, até que ele me ame mais do que seu pai, seus filhos e toda a humanidade”. (Bukhári).

É obrigatório para todo muçulmano amar o nosso Profetaصلى الله عليه وسلم mais do que ama a si mesmo, seu filho, seu pai e toda a humanidade – que nossos pais se sacrifiquem por ele – mas isso não significa que devemos introduzir a prática de inovações, ainda mais se tais coisas não tenham sido prescritos para nós. Amar o Profeta صلى الله عليه وسلم compreende em obedecê-lo e segui-lo, pois isso é uma das maiores manifestações de amor, como aparece no famoso dito:
“Se o teu amor é sincero, então obedeça-o, pois o amante obedece a quem ama”.

Amar o Profeta صلى الله عليه وسلم compreende em manter a sua tradição (Sunnat) viva, apegando-se firmemente a ela e evitando palavras e atos que vão contra o seu Sunnat. Sem dúvida, tudo que vai contra o seu Sunnat é uma inovação condenável (Bid’ah) e um ato manifesto de desobediência. Isso inclui o comemorar seu aniversário e outros tipos de Bid’ah. Ter boas intenções não significa que é permitido introduzir inovações na religião.

Curiosamente, encontramos pessoas (que Allah سبحانه وتعالى as guie) onde se limitam a pensar que amar o Profeta صلى الله عليه وسلم é feito através de demonstrações fúteis, como cantos, danças e poesias, embora muitos deles sejam livres do Shirk, todavia excedem em louvor ao Profeta صلى الله عليه وسلم , elevando-o a um lugar que nem Allah سبحانه وتعالى o concedeu e nem mesmo ele reivindicou para si próprio. Além do mais, eles também organizam festas nas quais recitam ou cantam essas poesias, distribuem doces, alimentos, etc. Porém, o pior de tudo esta dentre aqueles que apóiam e endossam esse tipo de evento, onde condenam todo aquele que não os apóiam em suas alegações e mentiras sobre esse tema, acusando-os de não amarem o Profeta Muhammad صلى الله عليه وسلم . (Pilares da fé, Unicidade e luz).

Que Allah سبحانه وتعالى nos proteja de todo tipo de inovação. Ámin

Autor: Shaikh Ahmed al Suwayan
Tradutor: Shaikh Umar Abu Aiuba


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