A Criação do Universo no Alcorão

As origens do Universo. Um dos princípios mais indiscutíveis da cosmologia é que o universo foi formado a partir de uma matéria quente, uma mistura de fumaça, gases e partículas. A formação das estrelas ainda pode ser observada, até hoje, nos corações das nebulosas (que se presume ser restos ou imitações de nuvens de poeira primordiais).

A menção relevante no Alcorão é a seguinte:
Em seguida, dirigiu-se ao céu, enquanto fumo, e disse-lhe e à terra: “Vinde ambos, de bom ou de mau grado”. Ambos disseram: “Viemos obedientes”. (Alcorão, 41: 11)

Que os céus tenham sido " fumo" é uma descrição precisa da nuvem de poeira primordial – “fumo” é uma descrição melhor que “nuvem”, porque as nuvens evocam a imagem de uma névoa fria e estática. Considerando que o fumo descreve uma massa gasosa quente em redemoinho com partículas em suspensão. Os astrônomos têm encontrado galáxias em formação no espaço hoje em dia, e isso é precisamente como se parecem.

A segunda linha da citação acima menciona "vinde ambos", um comentário notável sobre a união necessária das partículas elementares em um núcleo central de matéria condensada. É a ruptura desta massa central superdensa da qual se originou o "Big Bang", através do qual o universo se expandiu. Mais uma vez, o Alcorão se refere ao processo:

E os que renegam a Fé não viram que os céus e a terra eram um todo compacto, e Nós desagregamo-los, e fizemos da água toda cousa viva? (Alcorão 21: 30)
A compreensão da origem do universo, e, em especial, o conceito de uma origem comum dos céus e da terra, só foi obtido no século XX. Proposto pela primeira vez em 1920 por Alexander Friedmann e Abbé Georges Lemaître (e, posteriormente, popularizado por George Gamow e colaboradores), o Big Bang suplantou teoria criacionista. E aqui está o ponto – se a teoria criacionista era tudo o que estava na mente do homem, até 1920, seria uma conquista extraordinária um beduíno do deserto ter concebido o Big Bang treze séculos antes.
Mas, é claro, ele não fez.

Ele não poderia fazê-lo.

A complexidade do conhecimento e da tecnologia necessária para desenvolver a teoria do Big Bang (ou do Hot Big Bang, como é agora conhecido, uma vez que a temperatura em 0.0001 segundos foi calculada como tendo sido aconchegantes 1012 graus Kelvin) confunde a mente.

Basicamente, a teoria do Big Bang necessita duas principais premissas, a primeira é que a teoria geral da relatividade de Einstein definiu com precisão a interação gravitacional da matéria, e a segunda é o princípio cosmológico, que é de tal complexidade que está fora do alcance deste livro. Basta dizer que a teoria foi validada através da medição dos níveis de hidrogênio, hélio e lítio, bem como a radiação remanescente de micro-ondas, que por si só foi descoberta em 1965. Nada disso estava disponível antes do final do século XX. No início do século sétimo, tudo o que Muhammad possuía, além da revelação, era uma visão clara do céu noturno.

Deriva continental.

Por volta do ano de 1800, Alexander von Humboldt observou que o bojo da América do Sul se ajusta quase perfeitamente ao côncavo da costa oeste da África. Com base nesta observação, ele sugeriu que as massas de terra que fazem fronteira com os lados opostos do Atlântico estavam unidas antes.
Cinquenta anos mais tarde, Antonio Snider-Pellegrini observou a coerência entre a sugestão de Von Humboldt e o registro fóssil, que revelou fósseis idênticos de plantas nos depósitos de carvão da América do Norte e Europa.

Outro meio século mais tarde, em 1912, o meteorologista alemão, Alfred Wegener, propôs o conceito de deriva continental. Ele sugeriu que todas as massas de terra estiveram unidas em algum período em um continente, que ele nomeou Pangeia. Com base na evidência geológica e paleontológica, ele propôs que Pangeia se separou durante o período Triássico (245 a 208 milhões de anos atrás, mais ou menos em um longo fim de semana). A separação e subsequente deriva levou a posição atual das massas de terra do mundo (embora, de acordo com as medidas modernas, essas massas de terra ainda estão à deriva).

Em 1937, Alexander L. Du Toit refinou a teoria de Wegener para incluir duas massas de terra originais, Laurasia ao norte e Gondwana ao sul.
A congruência das plataformas continentais, a evidência da glaciação compartilhada, a semelhança de rochas e estruturas geológicas, o registro paleontológico, a teoria da expansão do solo oceânico e o magnetismo residual tudo apoia que hoje é aceito como a teoria da deriva continental. Assim... A deriva continental parece ter sido descoberta. No século XX. 1.400 anos depois que o Alcorão Sagrado registrou o versículo: "E é Ele Quem estendeu a terra..."(Alcorão, 13: 3)

Trecho do livro "God'ed" Lawrence Bronw


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