Os Abássidas (750-1258 D.C) por Dr Khalid al Hamady

Introdução

No Oriente Médio, durante esses séculos, os Abássidas, depois de sua vitória sobre os Omíadas, transformaram o Império Árabe dos Omíadas em um Império Muçulmano Multinacional. Eles mudaram a capital do império da Síria para o Iraque, onde construíram uma nova capital, Bagdá, de onde, durante os próximos cinco séculos, eles influenciariam os principais eventos da História Islâmica.

Apesar dos Árabes dominarem o governo e exército Abássida, não-muçulmanos tiveram papéis importantes em ambos. A influência Persa foi especialmente forte no califado.

A origem

O Califado Abássida foi criado primeiramente em Harran em 750 d.C., após o poder do Califado Omíada ser derrubado. Esse novo Califado seria construído por Abdullah Ibn Al-Abbas, filho de Abbas Ibn Abdul-Muttalib, tio do Profeta Muhamad (SAW), enquanto o Califado Omíada descendia de Ummaya, que nesse tempo estabeleceu seu proprio governo na Espanha.

Ascenção ao Poder

A família Omíada controlou o califado de 661 a 750 d.C. A família Abássida começou a procurar apoio na província de Khurasan (noroeste do Irã nos dias de hoje). Habitantes locais tinham ressentimentos contra as taxas impostas pelos Omíadas. Em 747 um comandante Abássida chamado Abu Muslim liderou a revolta na província. A rebelião se espalhou, e três anos depois a família Abássida tomou controle do Califado.

O começo

Abu Al-Abbas Abdullah As-Saffah foi o primeiro califa no poder, por isso o nome dado ao império. Reinando de 749 DC a 754 DC, As-Saffah procurou reconstruir o califado após os Omíadas, construindo um novo governo contendo uma variedade de judeus, cristãos nestorianos, e persas, que foram bem representados durante seu governo, e mais tarde diversos governantes da administração abássida. As-Saffah também encorajou a educação; sob seu comando, a primeira fábrica de papel do mundo foi instalada em Samarcanda. Seu exército militar foi revolucionário; ele focou-se em contratar tanto muçulmanos quanto não-muçulmanos. As-saffah foi um líder abássida forte e destemido, mas infelizente seu governo foi breve. Quando morreu em 754 d.C., seu irmão Abu Jaffar al-Mansur tomou seu lugar e continuou a reorganização do império de acordo com seu predecessor Omíada, Abd al-Malik.

Situação Política

A primeira mudança que os abássidas fizeram foi mover a capital do império de Damasco, na Síria, para a Cidade da Paz, na margem ocidental do Rio Tigre. Eventualmente, a vila de Bagdá na margem oriental tornou-se o centro de uma metrópole conhecida como Bagdá.

A liderança abássida teve que trabalhar duro na última metade do século VIII (750-800), sob competentes califas e vizires, para superar os desafios políticos criados pela natureza distante do império, e a comunicação limitada através dele, e começar as medidas administrativas necessárias para manter a ordem.

Foi também durante o início da dinastia, em particular durante o governo de Al-Mansur, Harun al-Rashid e al-Ma’mun, que a reputação e o poder foram criados.

 

Al-Madhir recomeçou a guerra com os Bizantinos e seus filhos continuaram o conflito até que Imperatriz Irene forçasse pela paz. Após vários anos de paz, Nikephoros I quebrou o tratado, depois rechaçou várias incursões durante a primeira década do século IX. Esses ataques forçaram para dentro do Monte Tauro, culminando com a vitória da Batalha de Crasos e a maciça invasão de 806, liderada pelo próprio Rashid. A marinha de Rashid também se mostrou bem sucedida quando ele tomou Chipre.
Em 1206, Gengis Khan estabeleceu uma poderosa dinastia entre os mongóis da Ásia Central. Durante o século XIII, este Império Mongol conquistou a maior parte das terras da Eurásia, incluindo a China no leste e a maioria do velho Califado Islâmico (assim como o Principado de Kiev) no oeste. A destruição de Bagdá por Hulago Khan em 1258 é tradicionalmente visto como o fim aproximado da Era de Ouro.

Uma Civilização Próspera

A civilização islâmica floresceu sob o governo abássida. Crescimento na indústria, agricultura e comércio trouxeram prosperidade econômica para a região. Bagdá, com uma população de quase meio milhão de habitantes, tornou-se centro comercial internacional. Nos anos 800, foi uma das maiores cidades no mundo. A riqueza abássida promoveu avanços na matemática, medicina, arquitetura, literatura, filosofia e arte. Líderes religiosos muçulmanos tornaram-se especialistas em lei e teologia. Em 800, a língua Árabe tomou o lugar de línguas locais através de quase todo o império. Estudiosos muçulmanos traduziram trabalhos clássicos de ciência, literatura e filosofia para o árabe. Com a Europa atravessando a chamada Idade das Trevas, um período com pouca escolaridade clássica, cidades muçulmanas se tornaram importantes centros de aprendizado. Muitos notaram que filósofos cristãos medievais mais tarde estudaram os trabalhos muçulmanos.

O conhecimento Islâmico durante o período abássida incluía contribuições de muitas fontes estrangeiras. Ciência islâmica, por exemplo, combinava elementos de estudos persa, indiano e árabe. Avanços culturais e artísticos no mundo islâmico também refletiam as influências externas. Como a força política dominante, os muçulmanos sentiam que podia pegar emprestado de outras culturas sem perder a própria identidade. Eles também acreditavam que intercâmbios culturais promoveriam para espalhar o Islam.

O Califa Harun al Rashid

Harun al Rashid era filho de al-Mansur e o quarto na dinastia Abássida. Ele estava bem ansioso para que seus súditos fossem tratados de maneira justa pelos oficiais do governo, e ele estava determinado a ouvir qualquer reclamação. Ele é conhecido por ter se disfarçado ocasionalmente à noite e ir através das ruas e bazares, ouvindo aqueles com quem encontrava e fazendo perguntas. Desse maneira, ele sabia se as pessoas estavam contentes e felizes.

Harun foi um grande patrono da aprendizagem, poesia e música. Ele foi um intelectual e poeta, e sempre que ouvia sobre homens cultos no seu reino, ou em países vizinhos, ele os convidava para a sua corte e os tratava com respeito. O nome de Harun, então, ficou conhecido ao redor do mundo. Ele tinha relações diplomáticas com a China e Charlemagne (também conhecido com Charles o Grande ou Charles I, era o rei dos Francos. Ele unificou a Europa Ocidental durante o começo da Idade Média e lançou a fundação da França e Alemanha modernas).

Uma correspondência ocorreu entre ele e Charlemagne e em 802, Harun mandou um presente que consisitia de sedas, candelabro de bronze, perfumes, escravos, bálsamo, peças de xadrez de marfim, uma tenda colossal com muitas cortinas, um elefante chamado Abul-Abbas e um relógio d’água que marcava as horas derrubando bolas de bronze numa bacia, enquanto cavaleiros mecânicos –um pra cada hora- emergiam de pequenas portas que fechavam atrás deles. Os presentes nunca tinham sido vistos na Europa Ocidental e podem ter influenciado a arte Carolíngia.

Sob Harun al-Rashid, o califado Abássida atingiu o auge do seu poder e sua corte em Bagdá era famosa por seu esplendor. Seu império se extendia do Mediterrâneo até a Índia. Ele deu controle dos assuntos de estado a Yahya, seu grande Wazir (ministro-chefe), a criação do cargo de Wazir (ministro-chefe), que foi uma das inovações que os Abássidas trouxeram para o estadismo.
Harun al-Rashid foi o quinto califa e mais famoso califa Abássida. Reinou de 786 d.C. até sua morte em 809 d.C.; seu reinado e sua corte foram imortalizados no livro Mil e Uma Noites. Seu governo competente foi altamente auxiliado pela sua escolha de hábeis administradores. Harun é considerado um governante sábio e justo, um culto patrono das artes que governou sobre uma corte geralmente aberta e tolerante. Esse foi um período de escolaridade próspera frequentemente referida como a Era de Ouro da Civilização Islâmica. Esse também foi um período onde muito do aprendizado grego foi copiado para a língua árabe, muito do qual, perdido para a Europa, mais tarde retornaria a Europa via Espanha Islâmica.

Comércio e Atividades Comerciais

Os desenvolvimentos em comércio, de fato, estão entre as realizações dos abássidas que são muitas vezes esquecidos. Pois a lei islâmica unificou a maior parte do mundo Oriental, assim abolindo muitas fronteiras, o comércio era mais livre, mais seguro e mais extensivo do que tinha sido desde Alexandre, o Grande. Comerciantes muçulmanos, consequentemente, estabeleceram pontos de comércio tão distantes quanto Índia, Filipinas, Malásia, Índias Orientais e China.

Do século VIII ao século XI este comércio esteve preocupado em achar e importar artigos de necessidades básicas –grãos, metais e madeiras. Para obtê-los, claro, os muçulmanos tinham que exportar também, frequentemente usando as importações de uma região como exportação para outras: pérolas do Golfo, gado da Península Arábica (principalmente cavalos árabes e camelos) e – um dos produtos-chefe – o tecido. Os muçulmanos também comerciavam medicamentos, um ramo dos avanços dos abássidas na ciência médica, assim como papel e açúcar.

Essa expansão das atividades comerciais levou a outros desenvolvimentos também. Um deles foi o sistema bancário e de câmbio tão sofisticado que uma carta de crédito emitida em Bagdá poderia ser paga em Samarcanda na Ásia Central ou em Cairuão no norte da África. As demandas no comércio também geraram o desenvolvimento de habilidades. Da grande população urbana de Bagdá, por exemplo, vieram artesãos de todos os tipos possíveis: ferreiros, coureiros, fabricantes de papel, joalheiros, tecelões, boticários, padeiros e muitos mais. Enquanto eles cresciam em importância para a economia, esses artesãos eventualmente se organizaram em sociedades de benefício mútuo, as quais eram bem similares às associações ocidentais que surgiram depois em alguns aspectos e que ofereciam vários serviços sociais: hospedagem para viajantes, engajavam em atividades piedosas como cuidar de órfãos e doações para escolas. Por causa desse crescimento no comércio, os abássidas também desenvolveram um sistema no qual um muhtasib, um inspetor, certificava-se que pesos e medidas adequados eram usados e que práticas desonestas de todos os tipos fossem evitadas.

Ciência e Literatura

Alguns dos pensadores medievais vivendo sob a lei islâmica desempenharam um papel em transmitir ciência islâmica para o Ocidente cristão. Eles contribuiram para tornar Aristóteles conhecido na Europa Cristã. Além disso, esse periodo recuperou muito do conhecimento Alexandrino de matemática, geometria e astronomia, assim como aqueles de Euclides e Claudius Ptolemeu. Esses métodos matemáticos recuperados foram mais tarde melhorados e desenvolvidos por outros intelectuais muçulmanos, notavelmente pelos cientistas Persas Al-Biruni and Abu Nasr Mansur.

Álgebra: também foi lançada pelo cientista Persa Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi durante esse no seu texto marco Kitab Al-Jabr wa-l-Muqabala, do qual o termo álgebra é derivado. Ele é então considerado o pai da álgebra. Os termos algoritmo e algorismo também são derivados do nome de al-Khwarizmi, que foi responsável por introduzir os numerais árabes e sistema numeral hindu-árabe além do subcontinente Indiano.

Astronomia: foi aperfeiçoada por Al-Battani, que melhorou a precisão da medida da precessão do eixo da Terra. As correções feitas no modelo geocêntrico por Al-Battani, Averroes, Nasir al-Din al-Tusi, Mo’ayeduddin Urdi e Ibn al-Shatir foram mais tarde incorporados ao modelo heliocêntrico de Copérnico. O astrolábio, apesar de ter sido originalmente desenvolvido pelos gregos, foi aperfeiçoado por astrônomos e engenheiros Islâmicos e subsequentemente levado para a Europa.

Química: químicos e alquimistas muçulmanos tiveram um papel importante na fundação da química moderna. Estudiosos como Will Durant e Alexander Von Humboldt consideram químicos muçulmanos os fundadores da química. Em particular Geber (Jabir ibn Hayyan), considerado o pai a Química. Os trabalhos de químicos árabes influenciaram Roger Bacon (que introduziu o método empírico na Europa, fortemente influenciado pela leitura de escritores árabes), Isaac Newton, entre outros. Alguns processos químicos como técnicas de destilação e produção do álcool foram desenvolvidas no mundo muçulmano e depois espalhadas pela Europa.

Ibn al-Haytham (Allahzen) desenvolveu um método científico em seu Book of Optics (1021). O desenvolvimento mais importante do método científico foi o uso de experimentos para distinguir entre teorias científicas definidas dentro de uma orientação geralmente empírica, que começou entre cientistas muçulmanos. Ibn al-Haytham é também considerado o pai da ótica, especialmente por sua prova empírica da teoria da intromissão da luz. Bradley Stephens descreveu Ibn al-Haytham como o “primeiro cientista” pelo seu desenvolvimento do método científico.

Medicina: foi uma área da ciência que avançou durante o reinado Abássida. Durante o século IX, Bagdá tinha mais de 800 médicos, e grandes descobertas no entendimento de anatomia e doenças foram feitos. A distinção clínica entre sarampo e varíola foi descoberta durante esse tempo. Famoso cientista Persa ibn Sina (conhecido no Ocidente como Avicenna) produziu tratados e trabalhos que resumiram a vasta quantidade de conhecimento que cientistas tinham acumulado, e é frequentemente conhecido como o pai da medicina moderna por suas enciclopédias, The Canon of Medicine e The Book of Healing. O trabalho dele e de outros influenciaram diretamente a pesquisa de cientistas europeus durante e após a Renascença.

Nesse tempo, um minucioso sistema de educação médica foi criado no mundo árabe-muçulmano. Estudos médicos árabes consistiam de um treino inicial em ciências básicas como alquimia, farmacognosia, anatomia e fisiologia, que eram seguidos por treinamento clínico em hospitais, onde estudantes realizavam exames físicos, participavam de plantões, e palestras clínicas. Após completar o treinamento, futuros médicos precisavam passar por uma prova oral e prova prática a fim de ser licenciado. Medicina não era só uma profissão ou ciência, mas também uma atitude filosófica baseado em religião e cultura, obedecendo a códigos de ética caracterizando o comportamento do médico e suas obrigações para com pacientes, colegas e a comunidade.

Literatura: o mais conhecido trabalho de ficção do mundo Islâmico é o Livro das Mil e Uma Noites (Noite Árabes) que incluíam estórias da Pérsia e o resto das nações do Oriente Médio e norte da África. O épico livro tomou forma no século X e atingiu sua forma final no século XIV; o número e tipo de contos variavam de um manuscrito para o outro. Todos os contos de fantasia árabe eram frequentemente chamados “Noites Árabes” quando traduzidos para o inglês, independente de estarem no Livro das Mil e Uma Noites. Muitas imitações foram escritas, especialmente na França. Varios personagens do livro tornaram-se ícones no

Ocidente como Aladdin, Sinbad e Ali Baba.
A poesia árabe atingiu seu auge durante a era Abássida, especialmente antes da perda da autoridade central e a ascenção de dinastias Persas. Escritores como Abu Taman e Abu Nuwas eram intimamente conectados à corte califal em Bagdá durante o começo do século IX, enquanto outros como al-Mutanabbi recebia seu patrocínio de cortes regionais.

Invenções e Tecnologias

Avanços foram feitos em irrigação e agricultura, usando novas tecnologias como moinho de vento. Cultivos como amendoas e frutas cítricas foram trazidos para a Europa através de al-Andalus e o cultivo de cana foi gradualmente adotado pelos Europeus. Mercadores árabes dominavam o comércio no Oceano Índico até a chegada dos portugueses no século XVI. Hormuz foi um importante centro desse comércio. Existia também uma densa rede de rotas comerciais no Mediterrâneo, junto dos quais países muçulmanos comerciavam uns com os outros e com potências Européias como Veneza, Gênova e Catalonia. A Rota da Seda, cruzando a Asia Central, atravessou vários estados muçulmanos entre China e Europa.

Engenheiros muçulmanos no mundo Islâmico fizeram uma quantidade de inovativos usos industriais de energia hidrelétrica, e pioneiros usos industriais da força das marés, energia eólica, energia a vapor, combustíveis fosséis como petróleo, e grandes complexos industriais (tiraz, em árabe). Os usos industriais de moinhos movido à água no mundo Islâmico data do século VII, enquanto moinhos movido à água horizontais e verticais foram ambos usos muito difundidos desde, pelo menos, o século IX. Uma variedade de moinhos industriais foram empregados no mundo islâmico, incluindo os primeiros pisões, moinhos de munição, moedores, fábricas de papel, serrarias, moinhos flutuantes, estamparias, siderúrgicas, usinas de açúcar, moinhos de maré e moinhos de vento. No século XI, toda província no mundo Islâmico tinha esses moinhos industriais em funcionamento, de al-Andalus ao norte da África ao Oriente Médio e Ásia Central. Engenheiros muçulmanos inventaram o eixo da manivela e turbina de água, empregaram engrenagens em moinhos de água e bombas d’água. Tais avanços tornaram possíveis que muitas atividades industriais, previamente feitas por trabalho manual em tempos antigos, serem mecanizadas e feitas por máquinas no mundo islâmico medieval. A transferência dessas tecnologias para a Europa medieval teve influência na Revolução Industrial.

Uma quantidade de indústrias foram geradas por causa da Revolução Agrícola muçulmana, incluindo as primeiras indústrias de agronegócios, instrumentos astronômicos, cerâmicas, produtos químicos, tecnologias de destilação, relógios, vidros, maquinaria hidrelétrica e de energia eólica, tapeçaria, mosaicos, polpas e papéis, perfumaria, petróleo, produtos farmacêuticos, produção de cordas, construção de navios, seda, açúcar, tecidos, água, armas, e a mineração de minérios como enxofre, amônia, chumbo e ferro. Os primeiros grandes complexos industriais (tiraz) foram construídos por muitas dessas indústrias, e o conhecimento dessas indústrias foram mais tarde transmitidos para a Europa medieval, especialmente durante a tradução para o Latim no século XII, assim como antes e depois. Por exemplo, as primeiras fábricas de vidro foram fundadas no século XI por produtores egípcios na Grécia. As indústrias de agricultura e artesanato também experimentaram altos níveis de crescimento nesse período.

Conflitos e Queda

Apesar dos grandes avanços na civilização islâmica, as diferenças regionais, religiosas e políticas que dividiram o império ameaçaram a estabilidade do califado Abássida. No final dos anos 800, governadores locais na Tunísia, Marrocos, Irã e Síria ganharam autonomia (auto-governo) do governo Abássida.

Forças externas finalmente trouxeram um fim para a dinastia Abássida. No começo de 1095, cristãos invadiram a Terra Santa e se envolveram em batalhas ferozes contra o exército Abássida. Os Mongóis da Ásia foram uma ameaça ainda maior ao califado. Varrendo através do continente, as forças Mongóis capturaram Bagdá em 1258. Eles executaram o último califa Abássida e terminaram o reinado da família permanentemente.

Após a conquista Mongol, uns poucos membros da família Abássida reemergiram no Cairo como membros da corte Mamluk. Mantidos apenas para dar legitimidade ao sultanato, esses Abássidas não tinham poder real. O último traço do status Abássida desaparecera em 1517 quando os Otomanos conquistaram o Egito.

Conclusão

O califado Abássida não é apenas conhecido como o terceio califado do Império Islâmico, mas como um dos mais influentes e educativos períodos da história. Foi uma era de ouro marcada por incríveis avanços nas ciências e nas artes, avanços que provavelmente nunca foram considerados possíveis.

Karen Armstrong (1993) em seu livro A History of God, afirmou que “muçulmanos árabes agora estudaram astronomia, alquimia, medicina e matemática com tanto sucesso que, durante os séculos XI e X mais descobertas cientificas tinham sido alcançadas no Império Abássida do que em qualquer período anterior da história. De fato, foi por causa desses desenvolvimentos que a existência da Europa desabrochou séculos depois, semeando as sementes para a Renascença Européia.