A História do Povo do Elefante

 

 

Um Resumo da História do Povo do Elefante

[Extraído do Tafsir Ibn Kathir]

 

 

Esta é a história do povo do Elefante, sintetizada e sumarizada. Já foi mencionado na história do povo de Ditch, que Dhu Nas, o último rei de Himyar, um politeísta — foi quem ordenou matar aquele povo. Eles eram cristãos e o seu número era de aproximadamente vinte mil. Ninguém, além de um homem chamado Daws Dhu Tha’laban escapou. Ele fugiu para Ash-Sham onde buscou a proteção de César, o imperador de lá, que também era cristão. César escreveu para An-Najashi, o rei da Etiópia (Abissínia), que estava mais perto da casa do homem. An-Najashi enviou dois governadores com ele: Aryat e Abrahah bin As-Sabah Abu Yaksum, juntamente com um grande exército. O exército entrou no Iêmen e começou a procurar as casas e a pilhagem na procura pelo rei de Himyar (Dhu Nuwas). Ele morreu eventualmente por afogamento no mar. Assim, os Etíopes estavam livres para governar o Iêmen, tendo Aryat e Abrahah como governadores. No entanto, eles constantemente discordavam sobre assuntos, atacando e brigando e guerreando um contra o outro, até que um deles disse para o outro:

“Não há necessidade dos nossos dois exércitos lutarem. Ao invés disso, lutemos nós dois (num duelo) e quem sobreviver será o governador do Iêmen.”

 

Assim, o outro aceitou o desafio e eles duelaram. Atrás de cada homem havia um canal d’água (para evitar que ambos fugissem). Aryat ganhou o controle da luta e atingiu Abrahah com sua espada, lancinando-lhe o nariz e a boca e rasgando sua face. Mas ‘Atawdah, o guarda de Abrahah, atacou Aryat e o matou. Assim, Abrahah retornou ferido ao Iêmen onde foi tratado de seus ferimentos e recuperou-se. Ele, então, se tornou o comandante do exército da Abissínia no Iêmen.

 

Então, o rei da Abissínia, An-Najashi, escreveu-lhe, culpando-o pelo que havia acontecido (entre ele e Aryat) e o ameaçou, dizendo que ele jurara pisar no solo do Iêmen e cortar seu topete. Portanto, Abrahah enviou um mensageiro com presentes e objetos preciosos para An-Najashi para acalmá-lo e bajulá-lo, e uma sacola contendo um pouco do solo do Iêmen e um pedaço de cabelo cortado de seu topete. Ele disse em sua carta ao rei:

“Que o rei ande sobre este solo e assim cumpra com seu juramento, e este é o cabelo do meu topete que lhe envio.”

 

Quando o rei recebeu o que enviara ficou satisfeito com Abrahah e deu-lhe sua aprovação. Então Abrahah escreveu-lhe dizendo que construiria para ele uma igreja no Iêmen como jamais havia sido construída antes. Dessa maneira, ele iniciou a construção de uma enorme igreja em San'a', alta e lindamente construída e decorada por todos os lados. Os Árabes chamaram-na Al-Qullays por causa de sua elevada altura, e porque se alguém a olhasse correria o risco que seu gorro caísse, conforme inclinasse sua cabeça para trás. Então Abrahah Al-Ashram decidiu forçar os Árabes a fazerem sua peregrinação à esta magnífica igreja, da mesma forma que haviam feito à Ka’bah em Meca. Ele anunciou isso em seu reinado (Iêmen), mas as tribos árabes de ‘Adnan e Qahtah rejeitaram-na [ou seja, a peregrinação à igreja construída].Os Quraysh se enfureceram por isso a tal ponto que um deles viajou até a igreja e à noite entrou nela. Ele então se aliviou na igreja e fugiu (das pessoas). Quando os tutores da igreja viram o que ele havia feito, contaram ao seu rei, Abrahah, dizendo:

“Um dos Quraysh fez isso com raiva pela Casa deles, em cujo lugar tu nomeastes esta igreja.”

 

Ao ouvir isso Abrahah jurou marchar até a Casa de Meca (a Ka’bah) e destruí-la, pedra por pedra.

 

Muqatil bin Sulayman mencionou que um grupo de jovens homens dos Quraysh entrou na igreja e iniciou um incêndio num dia de ventania extrema. Assim a igreja pegou fogo e ruiu. Por este fato Abrahah preparou-se e partiu com um exército imenso e poderoso, de modo que ninguém pudesse impedi-lo de prosseguir com sua missão. Ele levou um enorme e poderoso elefante que tinha um corpanzil que jamais havia sido visto igual antes. Este elefante foi chamado de Mahmud e foi enviado para Abrahah de An-Najashi, o rei da Abissínia, especialmente para esta expedição. Também foi dito que ele tinha mais outros oito elefantes consigo; também foi relatado que o número de elefantes era de doze, mais o maior deles, Mahmud — e Allah sabe melhor. A intenção deles era usar este elefante grande para demolir a Ka’bah. Eles planejaram fazer isso prendendo correntes aos pilares da Ka’bah e colocando as outras extremidades no pescoço do elefante; então eles fariam com que o elefante as puxasse de modo a derrubar as paredes da Ka’bah todas de uma vez.

 

Quando os Árabes souberam da expedição de Abrahah consideraram o assunto gravíssimo. Consideraram que era uma obrigação sobre todos eles defender a Casa Sagrada e rechaçar a quem quer que planejasse um complô contra ela. Assim, o homem mais nobre e maior dos seus chefes saiu para enfrenta-lo (Abrahah). Seu nome era Dhu Nafr. Ele conclamou seu povo e a quem quer o respondesse dentre os Árabes, a irem para a guerra contra Abrahah e lutar em defesa da Casa Sagrada. Ele convocou as pessoas a deterem o plano de Abrahah de demolir a Ka’bah. Então o povo lhe respondeu e eles entraram em batalha contra Abrahah, mas ele os derrotou. Isso por causa da vontade de Allah e Sua intenção de honrar e reverenciar a Ka’bah.

 

O exército continuou em seu caminho até que chegou à terra de Khath’am onde foi confrontado por Nufayl bin Habib Al-Kath’ami juntamente com seu povo, as tribos de Shahran e Nahis. Eles lutaram contra Abrahah, mas ele os derrotou e capturou Nufayl bin Habib. Inicialmente ele planejava mata-lo, mas o perdoou e o tomou como guia para indicar o caminho até Al-Hijaz.

 

Quando eles se aproximaram da área de At-Ta’if, seu povo — o povo de Thaqif — veio até Abrahah. Eles queriam apaziguá-lo porque temiam por seu local de adoração, o qual chamaram de Al-Lat. Abrahah foi gentil com eles e por isso eles enviaram com ele um homem chamado Abu Righal como guia. Quando chegaram a um lugar conhecido como Al-Mughammas, que é perto de Meca, eles se assentaram ali. Então ele enviou suas tropas em incursão para capturar os camelos e outros animais de pastagem dos Mecanos, o que fizeram, incluindo cerca de duzentos camelos pertencentes a ‘Abdul-Muttalib. O líder desta expedição em especial era um homem chamado Al-Aswad bin Mafsud. De acordo com o que Ibn Ishaq mencionou, alguns dos Árabes costumavam satiriza-lo (por causa do papel que desempenhou neste incidente histórico). Então, Abrahah enviou um emissário chamado Hanatah Al-Himyari para entrar em Meca, ordenando-o que trouxesse o chefe dos Quraysh para ele. Também ordenou que o informasse que o rei não lutaria contra o povo de Meca, a menos que eles tentassem impedi-lo de destruir a Ka’bah. Hanath foi até à cidade e foi dirigido a ‘Abdul-Muttalib bin Hashim, a quem retransmitiu a mensagem. ‘Abdul-Muttalib respondeu:

“Por Allah! Não temos a intenção de lutar contra ele, nem estamos em posição alguma de fazê-lo. Esta é a Casa Sagrada de Allah, e a casa do Seu Khalil, Ibrahim; e se Ele quiser impedi-lo (Abrahah) de a destruir, esta é a Sua casa e Seu Lugar Sagrado (para fazê-lo, ou seja, impedir a destruição). E se Ele o deixar abordá-la, por Allah, não temos meio algum de defende-la dele.”

 

Assim, Hanath disse-lhe:

“Venha até ele (Abrahah) comigo”.

 

E assim, ‘Abdul-Muttalib foi com ele. Quando Abrahah o viu, ficou impressionado com ele, pois este era um homem grande e garboso. Então Abrahah desceu de seu assento e sentou-se com ele em um carpete no chão. Então ele pediu que seu tradutor lhe dissesse:

“O que queres?”

 

‘Abdul-Muttalib respondeu ao tradutor:

“Eu quero que o rei devolva o que tomou de mim, que são os meus duzentos camelos.”

 

Abrahah então disse ao tradutor que lhe dissesse:

“A primeira vez que te vi fiquei impressionado, mas agora, depois do que dissestes, me retiro da tua presença. Tu me pedes pelos duzentos camelos que tomei de ti e deixas os assuntos da casa que é (a fundação da) religião de seus pais, que vim para destruir e não me falas sobre isso.”

 

'Abdul-Muttalib disse para ele:

“Em verdade, eu sou o senhor dos camelos. Quanto à Casa, ela tem o seu Senhor que a defenderá.”

 

Abrahah disse:

“Não posso ser impedido (de destruir a Casa).”

 

‘Abdul-Muttalib respondeu:

“Então a destrua.”

 

Conta-se que uma quantidade de chefes acompanhou ‘Abdul-Muttalib e ofereceram a Abrahah um terço da riqueza da tribo de Tihamah, se ele desistisse da Casa, mas ele se recusou e devolveu os camelos à ‘Abdul-Muttalib. Ele, por sua vez, regressou ao seu povo e ordenou-lhes que deixassem Meca e procurassem abrigo no topo das montanhas, temente dos excessos que poderiam ser cometidos pelo exército contra eles. Então, ele segurou a argola de metal da porta da Ka’bah e juntamente com um número dos Quraysh, clamou a Allah que lhes desse vitória sobre Abrahah e seu exército. ‘Abdul-Muttalib disse, enquanto agarrava o anel na porta da Ka’bah:

“Não existe assunto mais importante para homem algum neste momento do que a defesa do seu rebanho e propriedade. Então, ó, meu Senhor! Defenda a Tua propriedade. A cruz e a solércia deles não serão vitoriosas sobre a Tua habilidade quando a hora da aurora vier.”

 

De acordo com Ibn Ishaq, então ‘Abdul-Muttalib soltou a argola de metal da porta da Ka’bah e eles deixaram Meca, e subiram aos topos das montanhas. Muqtil bin Sulayman mencionou que eles deixaram cem animais (camelos) amarrados próximos à Ka’bah na esperança de que alguns do exército tirassem alguns deles, sem que tivessem direito a fazê-lo, provocando assim a vingança de Allah sobre eles mesmos.

 

Quando o dia raiou, Abrahah preparou-se para entrar na cidade sagrada de Meca. Ele preparou o elefante chamado Mahmud. Mobilizou seu exército e moveram o elefante em direção à Ka’bah. Naquele momento Nufayl bin Habib aproximou-se e ficou de pé perto do elefante, e pegando-lhe pela orelha disse:

“Ajoelhe-se, Mahmud! Então gire e retorne diretamente de onde veio. Pois, verdadeiramente, tu estás na Cidade Sagrada de Allah.”

 

Então ele soltou a orelha do elefante e ele se ajoelhou, isso feito Nufayl bin Habib partiu e se apressou para as montanhas. Os homens de Abrahah espancaram o elefante na tentativa de fazê-lo erguer-se, mas ele se recusou. Eles o espancaram na cabeça com machados e usaram equipes enganchadas para puxá-lo de sua resistência e fazê-lo se levantar, mas ele se recusou. Então eles o voltaram em direção ao Iêmen, e ele se levantou e andou rapidamente. Então, voltaram-no em direção a Ash-Sham e ele fez o mesmo. E em direção ao Leste e, mais uma vez, ele fez o mesmo, mas quando o voltaram em direção à Meca ele se ajoelhou novamente. Então Allah enviou contra eles os pássaros do mar, tais como andorinhas e garças. Cada pássaro trazia três pedras do tamanho de grãos-de- bico e lentilhas, uma em cada garra e uma no bico. Todos que foram atingidos por elas foram destruídos, embora nem todos foram acertados. Eles fugiram em pânico pela estrada perguntando pelo paradeiro de Nufayl, que ele poderia indicar-lhes o caminho de casa. Nufayl, no entanto, estava no topo da montanha com os Quraysh e os Árabes de Hijaz, assistindo a ira que Allah fizera descer sobre o povo do elefante. Nufayl então começou a dizer:

“Para onde fugirão quando O Único Verdadeiro Deus é o Perseguidor, pois Al-Ashram é o derrotado e não o vitorioso.”

 

Ibn Ishaq narrou que Nufayl recitou essas linhas de poesia naquele momento:

“Acaso não vivestes com apoio contínuo? Favorecemos a todos vós com um olho constante na manhã (ou seja, um guia ao longo do caminho). Se vistes, mas tu não o vistes ao lado da montanha coberta de rocha, aquilo que nós vimos. Então, queira me desculpar e louve o meu assunto, e não lamente pelo que está perdido entre nós. Eu glorifiquei a Allah quando vi os pássaros, e temi que as pedras fossem atiradas para baixo sobre nós. Então todas as pessoas perguntam sobre o paradeiro de Nufayl, como se eu tivesse algum débito que devesse aos Abissínios”.

 

‘Ata’ bin Yasar e outros disseram que nem todos foram atingidos pelo tormento nessa hora de retribuição, ao contrário, alguns foram destruídos imediatamente, enquanto outros foram gradualmente decompostos, membro por membro, enquanto tentavam escapar. Abrahah foi dos que foram decompostos membro a membro até que eventualmente morreu na terra de Khath’am. Ibn Ishaq disse que eles saíram (de Meca) sendo derrubados e destruídos ao longo de cada caminho e em cada nascente. O corpo de Abrahah foi afligido pela pestilência das pedras e seu exército o carregou, pois ele estava se desintegrando pedaço por pedaço, até que chegaram de volta à San’a’. Quando lá chegaram ele não era nada mais do que um filhote de pássaro. E ele não morreu até que seu coração caiu de seu peito. Assim eles alegam.

 

Ibn Ishaq disse que quando Allah enviou Muhammad com a profecia, dentre as coisas que ele costumava recontar aos Quraysh como bênçãos com as quais Allah os favoreceu com Suas mercês, estava a proteção de Allah a eles do ataque dos Abissínios. Por causa disso eles (os Quraysh) puderam permanecer (seguros em Meca) por um período de tempo. Assim, Allah disse:

“Não viste como teu Senhor agiu com os donos do elefante? Não fez Ele sua insídia ficar em descaminho?  E contra eles enviou pássaros, em bandos, Que lhes atiravam pedras de sijjil? Então, tornou-os como folhas devoradas.” [Surat Al-Fil (105):1-5]

 

“Por causa do pacto dos Quraich, de seu pacto da viagem de inverno e de verão. Que eles adorem, então, o Senhor desta Casa, que os alimentou contra a fome e os pôs em segurança contra o medo! [Surat Quraysh (106): 1-4]

 

Significando (106:1-4) que Allah não alteraria a situação deles porque Ele queria o bem para eles se eles O aceitassem. Ibn Hisham disse:

Al-Ababil (em bandos) são os grupos, já que os árabes não falam de apenas um (pássaro).”

 

Ele disse ainda:

“Quanto a Sijjil, Yunus An-Nahwi e Abu ‘Ubaydah informaram-me que de acordo com os árabes, isso significa algo rígido e sólido.”

 

Ele disse depois:

“Alguns dos comentadores mencionaram que isso é na verdade duas palavras Persas que os árabes fizeram única. As duas palavras são Sanj e Jil, a primeira significa pedras e a segunda, argila. As rochas são destes dois tipos: de pedra e argila.”

 

Ele continuou dizendo:

Al-‘Asf são as folhas das plantações que não são colhidas. Uma delas é chamada ‘Asfah [Al-Asf e ‘Asfah referem-se às folhas devoradas].”

 

Este é o final do que ele mencionou.

 

Hammad bin Salamah narrou de ‘Asim, que relatou de Zirr, que relatou de ‘Abdullah e Abu Salam bin ‘Abdur-Rhaman, que eles disseram:

(Pássaros Ababil) “em grupos”.

 

Ibn ‘Abbas e Ad-Dahhak, ambos disseram que “ababil significa alguns deles seguindo após outros.” Al-Hasan Al-Basri e Qatadah, disseram, ambos, que “ababil significa muitos”. Mujahid disse “ababil significa em vários, grupos sucessivos”. Ibn Zayd disse, “ababil significa diferente, vindo daqui e dali. Eles vieram sobre eles por todos os lugares”. Al-Kasa’i disse: “Eu ouvi alguns dos gramáticos dizerem, ‘o singular de ababil é Ibil”. Ibn Jarir registrou de Ishaq bin ‘Abdullah bin Al-Harith bin Nawfal que ele disse em relação à afirmação de Allah:

(E contra eles enviou pássaros, em bandos (ababil)), “isso significa em divisões, tal qual os camelos marcham em divisões (em suas manadas).”

 

É relatado que Ibn ‘Abbas disse:

(E contra eles enviou pássaros, em bandos (ababil)), “eles tinham focinhos como os bicos dos pássaros e patas como as patas dos cachorros.”

 

Foi relatado que ‘Ikrimah disse, comentando sobre isso:

(Pássaros, Ababil) “Eles eram pássaros verdes que vieram do mar, e eles tinham cabeças iguais a dos animais predatórios.”

 

Foi relatado de ‘Ubayd bin ‘Umayr que ele comentou:

(Pássaros, Ababil) “Eles eram pássaros pretos do mar que tinham pedras em seus bicos e garras.”

 

E as cadeias de narração (para estas afirmações) são todas autênticas.

 

É relatado de ‘Ubayd bin ‘Umayr que ele disse:

“Quando Allah quis destruir o Povo do Elefante, Ele enviou sobre eles pássaros andorinhas que vinham do mar. Cada um dos pássaros carregava três pedras pequenas — duas nos seus pés e uma no bico. Eles vieram até que se ajuntaram em filas sobre a cabeça deles. Então deram um forte brado e atiraram o que estava em suas garras e bicos. Portanto, nenhuma pedra caiu na cabeça de nenhum homem a não ser que ela veio por detrás (ou seja, ela o transpassou) e ela não caiu em nenhuma parte de seu corpo, exceto que veio do lado oposto. Então, Allah enviou um vento violento que golpeou as pedras e as aumentou em força. Assim, eles foram todos destruídos.”

 

 

Fonte: Abdurrahman.Org

Tradução e Adaptação : Islane Castelo


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