Origens Pagãs das Tradições da Páscoa

 

 

Por Theresa Corbin

 

À medida que a primavera se emerge do inverno, a celebração cristã da Páscoa encontra-se em pleno andamento. Não obstante, as tradições que estão estabelecidas como celebrações cristãs não representam verdadeiramente os ensinamentos de Jesus.

 

 

De onde vem a mensagem pascal do renascimento? A história da ressureição é particular ao Cristianismo? Como é que um coelhinho entra em ação na mensagem do profeta? E por que é que os ovos são um símbolo central da celebração?

 

Tudo isso vem com o facto de as celebrações cristãs não poderem ser traçadas de volta ao próprio Jesus. De fato, elas podem ser traçadas à raízes pagãs.

 

Quanto aos nomes Páscoa, Eotre, Ishtar, segundo o Dr. Tony Nugent, professor de Teologia e Estudos Religiosos na Universidade de Seattle:

“a história da Páscoa vem da lenda de Damuzi de Suméria (Tammuz) e sua esposa Inanna (Ishtar), um mito épico chamado 'A Descida de Inanna' encontrado inscrito nas tábuas de argila cuneiforme [que tem forma de cunha] remontando a 2100 AC. Quando Tammuz morre, Ishtar aflige-se e segue-o ao submundo.

 

No submundo, ela entra por entre sete passagens, (onde...) é julgada, morta, e depois enforcada em exibição. Na sua ausência, a terra perde a sua fertilidade, os cultivos deixam de crescer e os animais param de reproduzir. A menos que algo seja feito, toda a vida na terra terminará. No mito pagão, Ishtar é ressuscitada e com a sua resurreição a terra é revificada (primavera).”

 

Dr.Nugent assinala que a história de Ishtar,

“é apenas um de muitos relatos de deuses que morrem e ascendem e que representa o ciclo das estações e das estrelas.”

 

O nome, o período do tempo, e o mito da Páscoa vêem de ídolos chamados Eostre, Mithras, Dionysus, e Horus, e outros, que partilham histórias semelhantes de crucificação e ressureição e todos eles eram venerados muito antes do tempo de Jesus.

 

Heather McDougall, uma colaboradora do The Guardian, escreve que,

“no mundo antigo, sempre que havia mitos populares sobre deuses renascidos, o Cristianismo encontrava muitos convertidos. Assim, eventualmente o Cristianismo chegou a uma adaptação aos festejos pagãos da primavera.”

 

Quer os primeiros cristãos tenham derivado a história da crucificação a partir dos mitos pagãos quer não, as analogias são surpreendentemente semelhantes. Contudo, Allah clarifica o assunto da alegada crucificação de Jesus no Alcorão:

E por seu dito: “Por certo, matamos o Messias, Jesus, Filho de Maria, Mensageiro de Allah." Ora, eles não o mataram nem o crucificaram, mas isso lhes foi simulado. E, por certo, os que discrepam a seu respeito estão em dúvida acerca disso. Eles não têm ciência alguma disso, senão conjeturas, que seguem. E não o mataram, seguramente; mas, Allah ascendeu-o até Ele. E Allah é Todo-Poderoso, Sábio.

[Alcorão 4:157-168]

 

 

Os Ovos da Páscoa

O ovo desempenha um papel significativo em ligar a celebração da Páscoa às tradições pagãs. De acordo com thespruce.com,

“os Antigos Egípcios, Persas, Fenícios, e Hindus todos eles acreditam que o mundo começou com um ovo enorme, deste modo o ovo como um símbolo de vida nova tem estado presente por eternidades.”

 

Muito antes do Cristianismo, os ovos eram vistos como símbolos de vida nova e fertilidade. Por este motivo, acredita-se que muitas culturas antigas, incluindo Antigos Egípcios, Persas, e Romanos usavam ovos durante os seus festivais de primavera de forma a celebrarem os seus deuses pagãos.

 

É devido a estas tradições pagãs que atribuem a criação ao ovo, e não ao ensinamento do profeta Jesus (que a paz esteja com ele), que hoje consideramos o ovo um proeminente símbolo da Páscoa. Mas Allah lembra-nos no Alcorão:

Dize: "Quem vos dá sustento do céu e da terra? Ou quem tem poder sobre o ouvido e as vistas? E quem faz sair o vivo do morto e faz sair o morto do vivo? E quem administra a ordem?" Dirão: "Allah." Dize: "Então, não temeis a Allah?"

[Alcorão 10:31]

 

 

Coelhinho da Páscoa

Um outro símbolo da Páscoa que é isento dos textos cristãos é o do coelho. A associação do coellho à celebração da Páscoa pode ser facilmente traçada à celebração do equinócio de primavera e à celebração pagã da fertilidade durante este tempo, devido aos hábitos da rápida reprodução dos coelhos. Mas, como é que viemos a ter um coelhinho da Páscoa colocando ovos, uma vez que os coelhos são animais mamíferos e dão à luz ao vivo?

Segundo History.com,

“o coelhinho da Páscoa chegou pela primeira vez à América nos anos 1700s com os imigrantes alemães que se estabeleceram na Pensilvânia e transportaram a sua tradição de uma lebre ovípora chamada ‘Osterhase’ ou ‘Oschter Haws’. As suas crianças construíam ninhos nos quais esta criatura podia deitar os seus ovos coloridos. Eventualmente, o costume espalhou-se pelos EUA e o fabulado parto matinal do coelhinho da Páscoa propagou-se passando a incluir chocolate e outros tipos de doces e presentes, ao passo que cestas decoradas substituíram os ninhos. Além disso, as crianças frequentemente deixam cenouras para o coelhinho no caso de ele ficar esfomeado de todo o seu saltitar.”

 

Depis de um olhar mais atento a estes mitos pergunta-se o porquê de o coelho ser associado a Jesus, ao renascimento, ou à continuação da criação. É Allah Quem nos lembra no Alcorão de que é Ele Quem cria a partir do nada (Alcorão 36:82) e continua essa criação a paritr do que criou antes (7:189).

 

À luz de tudo o que é feito em nome de Jesus (que a paz esteja com ele) e a Páscoa que o próprio Jesus nunca aprovou ou pregou, devemos tomar isto como uma advertência para examinar as tradições que seguimos. Seguímo-las por simplesmente serem feitas por pessoas ao nosso redor? Ou temos um entendimento profundo e um propósito maior para os costumes que mantemos?

 

 

Fonte: aboutislam.net


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